Frágil...
Sinto-me Frágil...
Uma vez perguntaste o porquê de uma casa tão despida.
Nem sei bem se te referias às paredes vazias e brancas ou se à casa num todo.
Dei-te uma resposta do género, ao acaso, “gosto de casas desimpedidas, arejadas”
Hoje pensei nisso, nas casas. As casas são como almas, são o passado, o presente, é nelas que se inscrevem as memórias, se redecoram com amor, alegrias e dor, de pessoas que dela fazem parte, a vida em si.
Tive várias casas, várias mudanças e a última desmoronou.
Talvez seja isso, não tenho uma casa, tenho um espaço sem alma.
Sobraram em mim feridas que nunca sararam
Na noite em que te vi partir, pressenti que tudo mudaria e tive medo. Medo de perder o meu espaço vazio e branco, de construir uma alma de novo, de amar.
Dei por mim a actuar num gesto de cobardia, a antecipar o desfecho da história, das dores inexistentes. São as fugas para a frente. Procurar outra pessoa para fugir de ti, de um amor que me queres dar. Estúpido não é? Fazemos isso quando se gosta, mas não se ama. Facilmente nos descartamos de amores simples. Não foi, não é o caso.
amar dói sempre,
sempre me doeu
preciso que me mostres, que me ensines, que vale a pena
Isto tudo para te dizer que, tenho uma parede, moram nela os teus nomes e toda a dor que causei, a ti e a mim.